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Curso Dale Carnegie Setembro 2021 – Burnaby BC por Lauren Hans

Curso Dale Carnegie Setembro 2021 – Burnaby BC

https://www.facebook.com/dalecarnegiebc

Sempre quis fazer este curso especialmente porque sou uma pessoa introvertida e tímida. Achei que o curso Dale Carnegie seria útil para mim porque me permitiria falar em frente das pessoas e vencer meu medo de falar em público, mas ele fez muito mais do que isso.

Comecei o curso em setembro de 2021 em Burnaby, então tinha que pegar a balsa de Victoria para Vancouver toda quarta-feira e passar uma noite em Vancouver toda semana. A maioria das pessoas no curso via isso como uma determinação que eu tinha que percorrer todo aquele caminho para um curso, mas por algum motivo eu achava que era normal e qualquer um teria feito isso. Mas então percebi que isso não é verdade, foi realmente uma determinação da minha parte e isso me deixou ainda mais orgulhosa de mim mesma.

Nas primeiras 2 ou 3 aulas, fiquei um pouco perdida porque não tinha certeza do que minha instrutora esperava de mim. Tod aula temos uma tarefa que temos que preparar com antecedência, e na segunda aula tivemos que contar aos nossos colegas sobre um evento que aconteceu na nossa infância que nos ensinou algo. Então, escrevi cada palavra que ia dizer na aula, mas cheguei lá e descobri que não poderíamos ler o nosso papel, então entrei em pânico imediatamente. Fiquei com tanto medo porque não sabia o que ia dizer a eles, pois não podería ler o que havia escrito. Mas acabou tudo bem.

-Então, depois daquela aula eu pensei que tinha entendido o que eu deveria fazer em seguida. Mas então veio a próxima aula e eu tinha literalmente memorizado cada palavra que escrevi desta vez, e isso foi um desastre. Especialmente porque no livro que nos dão diz que não devemos memorizar nada, devemos anotar os pontos mais importantes de nossas falas e contar nossa história com mais naturalidade.

-Depois que eu realmente entendi o que eu deveria fazer, tudo ficou muito mais fácil. Pude, pela primeira vez na vida, sentir-me à vontade para contar uma história às pessoas, algo que nunca pensei que fosse capaz de fazer.

Em todas as aulas os alunos votam em quem eles acham que teve um avanço ou foi excelente em seu discurso, e na minha cabeça eu nunca pensei que receberia um prêmio por isso. Mas acabou que eu realmente recebi dois!!! A primeira vez que ganhei um prêmio eu fiquei em choque, especialmente porque eu pensei que naquela noite eu tinha feito um péssimo trabalho ao fazer meu discurso, mas acho que as pessoas realmente gostaram. Então eu tive que ir na frente da classe e agradecer pelo prêmio, mas quando eu estava lá eu fiquei tão emocionada e comecei a chorar, acho que porque eu achei que fui horrível, e não estava confiante com meu discurso, mas as pessoas realmente gostaram.

Desde aquela noite, isso me deu ainda mais motivação para continuar fazendo o meu melhor e encontrando novas e melhores técnicas para fazer o discurso.

-Este curso não só me mostrou que posso vencer meu medo de falar em público, mas também me ensinou muitos princípios que sempre usarei no meu dia a dia. Princípios do “livro de ouro”, que ensina como se comunicar com as pessoas e como parar de se preocupar tanto. Em todas as aulas, discutimos esses princípios e os usamos em nossas vida profissional, depois contamos às pessoas os resultados de usá-los. E ao usar esses princípios em minha vida cotidiana, vi muitas mudança na maneira como interajo com meus colegas de trabalho, meu parceiro, amigos e familiares e isso me fez perceber que apenas analisando as coisas e tendo esses princípios na minha mente consegui lidar de uma forma muito melhor com situações que nunca teria pensado se não tivesse frequentado este curso.O curso Dale Carnegie mudou minha vida de maneiras que eu não esperava. Ele também me fez perceber que quando você está fazendo um discurso na frente de centenas de pessoas, essas pessoas não estão julgando você, muitas delas estão pensando em si mesmas, em suas vidas, então não há motivo para ter medo de falar.

Recomendo este curso a todos! Não importa se você já é extrovertido, não é tímido, já é ótimo em falar em público, porque o curso Dale Carnegie é muito mais do que isso. Ele ensina as pessoas a lidar com os problemas cotidianos que encontramos em nossas vidas. Não me arrependo de ter que ir toda semana para Vancouver. Eu faria tudo outra vez. Esse curso mudou minha vida, e se você tiver a oportunidade, deixe que mude a sua também!

Lauren Baptista Hans

Dale Carnegie Course September 2021 – Burnaby BC by Lauren Hans

Dale Carnegie Course September 2021 – Burnaby BC by Lauren Hans

-https://www.facebook.com/dalecarnegiebc

-I’ve always wanted to take this course specially because I am an introvert and a shy person. I thought the Dale Carnegie course would be helpful to me because it would allow me to speak in front of people and conquer my fear of public speaking, but it has done so much more than that.

-I started the course in September 2021 in Burnaby, so I had to take the ferry from Victoria to Vancouver every Wednesday and spend one night in Vancouver every week. Most people in the course saw that as such a determination that I had to come all that way for a course, but for some reason I thought that was normal and anyone would have done that. But then I realized that that’s not true, that was real determination from my part and it made me even more proud of myself.

In the first 2 or 3 sessions, I was a little bit lost because I wasn’t sure what my instructor was expecting from me. Every class we have an assignment that we have to prepare beforehand, and in the second class we had to tell our classmates about an event that happened in your childhood that has taught you something to this day. So I wrote down every single word that I was going to say in class, but then I arrived there and it turned out we couldn’t read from our paper, so I panicked right away. I got so scared because I didn’t know what I was going to tell them since I couldn’t read what I had written. But it turned out okay.

So, after that class I thought I understood what I was supposed to do next. But then next class came and I had literally memorized every single word that I had written this time, and that was a disaster. Specially because on the book that they give us it says we are not suppose to memorize anything, we are supposed to write down the most important points of our speeches and tell our story more naturally.

After I really understood what I was supposed to do, everything became so much easier. I was able, for the first time in my life, to feel comfortable telling people a story, something I never thought I was capable of doing. 

Every class the students vote for who they thought had a breakthrough or was outstanding on their speech, and in my mind I never though I would ever get an award for that. But it turned out that I actually got two!!! The first time I got an award I was in shock, specially because I though that night I had done such a poor job at delivering my speech, but I guess people actually enjoyed it. So I had to go in front of the class and say thank you for the award but when I was standing there I got so emotional and started crying, I guess because I thought I did awful, and was not confident with my speech, but people actually liked it.

Since that night it has given me even more motivation to keep doing my best and finding new and better techniques to deliver the speech.

This class has not only shown me that I can conquer my fear of public speaking but it has also taught me so many principles that I will always use in my everyday life. Principles from the “golden book”, that teaches you about how to communicate with people and how to stop worrying so much. Every class we discuss those principles and use them in our work life then tell people the results of using them. And by using those principles in my everyday life I had seen so much change in the way I interact with my coworkers, my partner, friends and family and it has made me realize that just by analyzing things and having those principles in the back of my mind I was able to handle situations in a much better way that I would never had though of if I hadn’t attended this course.

Dale Carnegie course has changed my life in ways I didn’t expect it to. It has made me realize that when you are giving a speech in front of hundreds of people, those people are not judging you, many of them are actually thinking about themselves, about their lives, so there’s no reason to be afraid to speak up.

I recommend this course to everybody! It doesn’t matter if you are already extroverted, not shy, already great at public speaking, because the dale Carnegie course is so much more than that. It teaches people how to deal with the everyday problems we encounter in our lives. I do not regret having to go every single week to Vancouver. I would do it all over again. This course had changed my life, and if you have the opportunity, let it change your life too!

Lauren Baptista Hans


Dale Carnegie Program – Hawaii November 2021

           

-fotos-https://drive.google.com/drive/folders/11AT8soVR237VBAJSogxpUrfGC2wg7LDQ

-video-https://youtu.be/d8MPRcSqRvs

       – Graduation Class, Session 12, on the 17th of November, in Burnaby , at the Hilton Hotel Lauren received his certificate of completion for the Dale Carnegie Course – Effective Communication and Human Relations with 100% of attendance. 

        -I attended as visitor and as a former Dale Carnegie instructor for 15+ years at the sponsor from Porto Alegre RS. It was amazing seeing Lauren introduce me, give her three minute speech on what she accomplish from the program and his future plans. In front of the class I congratulate her and told the story about the two boys from Butham who defied the king asking if the bird that they have in their hand is alive or dead,. The king was right again and answered – The decision is in your hand. At the end I invoke Robert Frost The road not taken poem. Two roads diverged in a wood, and as one traveler could not take both, and I took the less traveled by, and this has made all the difference. The message: the decision is always upon us. The program provide tool to make better, more intelligent options and navigate smoothly through life. H

         – The day after, early in the morning we flew to Honolulu via Westjet on a six hour flight. At the Aqua hotel, near Waikiki Beach. The Hula dancing and traditional music with fire torches gave the tune for our arrival at a venue at a central location. The trip to Hilo, to see the biggest active volcano was with Hawaiian Airlines on a 717 Boing. A rental car did not  work due a not matching credit card and driver license. A public bus, on leg with a uber saved our day and on time in Waikiki again for a fantastic dinner at The Tanaka Tokio Restaurant, where the food is grilled with a show in front of you. This was out get together celebration after more than two years physically apart due the health world situation known as Covid  19. 

          – About the Vulcano Kilauea , the eruption in 2018 change the geograph. About 600 homes were,destroyed and morethan 300 hectares were created from larva that entered the ocean.

         – The Circle Island tour , 16 locations in one day was remarkable, one giant Turtlesat Laniakea beach, Jurassic Park Ranch, unfortunately the dinosaurs could not be seen, snorkeling, pineapple Dole Plantation, since 1900 . Hawaii is the pineapple State, Coffe Plantation Haloma Blowhole, Sandy beach, shrimp truck and much more.  Downtown is always a crowded and multi faced spot. The sub tropical temperature is very pleasant. this is Hawai. 

           – Pearl Harbor Memorial, the USS Arizona Memorial, built with Elvis Presley’s help, when he and his friend fundraised money for the building. The Arizona was the ship where more than 900 perished on the 7th of December, 1941 Japanese attack lead by Admiral Tanaka Yamamoto. In total more than 2400 including civilians died on that Sunday morning. A declared war against the Japanese Empire culminate with Hiroshima and Nagasaki, in Rabaul. Bounganville, PNG, the wreck of Yamamoto’s Plane in a jungle. It is there to check history. His body and one wing of the plane are in Japan and he is buried in Japan as a Hero. Fortunately I was able to reach the jungle and take a picture of that plane that was ordered to shut down by president F.D. Roosevelt after they decipher the flying codes. Two survivor are still alive, over 100 years old each one, and they already said they don’t want to be buried along the ship.

         – The Germaine’s Luau was simple cultural and entertaining, At the beach, food, shows from dancers and performers  from Hawai, .Samoa,Fiji, Tahiti. 

          – Waikiki, the famous and clean beach in Honolulu. It is simple a paradisiac place. The ABC stores, convenience stores are all over Waikiki. About 84 stores.Almost in every corners. During Covid 19, this was a ghost city, ghost beach, ghost island. All for the locals. Now tourism is coming back. Vaccination card for almost every entry except for walking  on the street. PCR test to enter the state and to travel to another country,

          – Planet Earth: These are my journeys, on a mission of many years, to explore new destinations, new cultures, new geographies, to research ancient civilizations and boldly go where I have never been before.”

          – Mark my word and act accordingly. Because everything is a matter of attitude.

Marcos HANS,  

Writer, Speaker, Administrator, Personal and Executive Coach ICI Integrated Coaching Institute.

Commercial  real estate  developer and  a  Happy World Traveller 

Former DCC Dale Carnegie Courses Instructor in Porto Alegre RS

Past Grand Secretary of Foreign Affairs- Grand Lodge of Rio Grande do Sul – Brazil

Grand Representative near Grand Lodge of India.

Past Master,33,MRA,SEM,Kt.Pr., FRC,Shriner,(Potentate 2018 Hikmat ) SRCF VII, TOM. 

See curriculum.  https://www.sejalider.com.br/?p=4243p

Minha experiência Canadense 2012/2020

Minha experiência Canadense  2012/2020

photo link- https://drive.google.com/drive/folders/1dG1RgqUnzd5rm8Ng8CWQB9ZAotX2gIve

Tudo começou em 2012, quando meu pai e eu tivemos a idéia de eu ir para o exterior para estudar por pelo menos um ano em uma high school. Claro que meu primeiro pensamento foi: “Eu quero ir para o Canadá”, porque eu sou uma grande fã de Justin Bieber e ele nasceu lá. Eu realmente queria ir para o exterior e ter essa experiência incrível e meus pais estavam de bem com isso. Meu pai realmente queria que eu tivesse uma experiência assim, já que ele nunca teve. Então fomos a Porto Alegre à uma feira onde havia várias agências oferecendo essas experiências e encontramos a CI, uma agência incrível que tinha várias cidades para escolher. Então, meu pai e eu estávamos conversando e decidimos que uma cidade menor seria a melhor opção para mim e também escolhemos o lado mais quente do Canadá, na Colúmbia Britânica! A cidade? Abbotsford! E a partir daquele dia eu não poderia estar mais animada para viajar para o exterior!

Eu já havia viajado para o exterior com meu pai, mas nunca sozinha! Eu tinha apenas 14 anos e estava assustada, mas também muito animada com a experiência que estava prestes a embarcar. Então, 27 de janeiro de 2013 chegou e a minha família e alguns amigos estavam comigo quando fui ao aeroporto. Eu ainda estava tentando entender o que estava acontecendo e o que ia acontecer comigo quando eu embarcasse naquele avião. Eu não estava desesperada, porque essa situação ainda não estava na minha cabeça. Então eu disse adeus à minha família e fiz o check-in. No momento em que eu não conseguia mais ver minha família, foi o momento em que percebi que estava sozinha e que precisava sobreviver. Tudo isso pode parecer assustador, mas foi uma experiência inesquecível. Vou lhe contar mais sobre isso.

Então cheguei em Vancouver, BC e havia uma van esperando por mim para me levar à minha host family em Abbotsford. A família que eu ia ficar hospedada por aquele um ano ainda tinha um aluno com eles, então fiquei uma semana com outra família. Tudo era completamente diferente do que eu estava acostumada. Primeiro, as ruas, as casas, as árvores, literalmente tudo, era como se eu estivesse em outro planeta. Eu estava com um pouco de medo, mas então conheci minha host family e eles me receberam de braços abertos e me senti bem. Minha host family era uma mãe e seu filho de 6 anos. Eles eram tão legais comigo e me fizeram sentir em casa desde o momento em que entrei na casa deles.

O clima estava frio, muito frio, mas eu gosto de frio. Então chegou o primeiro dia de aula e eu estava muito nervosa porque não sabia o que esperar. O ensino médio lá era completamente diferente do que eu estava acostumada. Era como nos filmes em que vemos os armários e todos aqueles adolescentes nos corredores e na lanchonete, tudo era como naqueles filmes de Hollywood. Eu não era a única estudante internacional lá. Havia outros estudantes brasileiros e estudantes de outros países também. Então, comecei a me sentir mais confortável, mas antes de sair do Brasil, disse a mim mesma que faria amigos canadenses ou de outros países porque não queria falar português e queria melhorar meu inglês. Então, eu realmente não me tornei amiga dos outros estudantes brasileiros. Depois de alguns dias, mudei-me para minha host family com a qual eu passaria o ano, e eles eram a melhor família que eu poderia ter pedido. Eu tive muita sorte! Gary (pai), Helen (mãe), Petra (irmã mais velha) e Lexa (irmã mais nova) eram uma família incrível e divertida de conviver, e eles me fizeram sentir muito bem-vinda e como se eu já fosse parte da família.

A escola ficava a cerca de 10 minutos a pé da casa e eu costumava ir e vir da escola todos os dias. Nos primeiros dias de aula, eu estava me sentindo muito sozinha, porque era muito tímida e não conversava com ninguém. Mas então eu conheci uma garota, Marie, da Alemanha, e ela se tornou a minha melhor amiga! Fico tão feliz que nos conectamos; costumávamos sair todos os dias e fazer tudo juntas. Nós duas estávamos sozinhas no começo porque não conhecíamos ninguém até nos encontrarmos. As aulas não foram difíceis para mim; eu tinha um bom conhecimento de inglês. Eu estudei inglês no Brasil desde os 6 anos então eu conseguia entender quase tudo, mas quando se tratava de conversar com as pessoas, era um pouco desafiador. Mas na aula eu entendia o que os professores estavam dizendo e com o tempo eu estava ficando melhor em ouvir e falar. Após cerca de seis meses, a Marie teve que voltar para casa e eu senti como se estivesse sozinha novamente. Mas então eu conheci Joanna e Paige, minhas duas amigas canadenses e elas me receberam de braços abertos. Eu pensava que os adolescentes canadenses não queriam ser meus amigos porque eu não falava o idioma deles, mas estava errada. Paige é hoje minha melhor amiga e estou tão feliz que nos conhecemos no ensino médio. Também conheci David, que se tornou meu melhor amigo para toda a vida.

Havia dias em que eu sentia tanta falta da minha família e amigos que doía muito. Mas eu sempre dizia a mim mesma que essa experiência mudaria minha vida para sempre e que os veria novamente em breve. No final daquele ano, eu já estava acostumada com o estilo de vida canadense e meu inglês era muito melhor do que quando cheguei lá. Mas então meu pai e eu tivemos a ideia de terminar o ensino médio no Canadá (o que?????). Isso nunca passou pela minha cabeça, mas fiquei empolgada porque nenhum dos meus amigos tinham feito isso e eu seria a primeira. Sei que dois anos no exterior é muito tempo, mas durante as férias de verão voltei ao Brasil por alguns meses e depois voltei para terminar o ensino médio. Eu terminei o ultimo ano do ensino médio em janeiro e depois voltei para o Brasil. Mas, antes de voltar, decidi que queria começar a universidade no Canadá. Sei que pode parecer loucura, porque no começo o plano era ficar um ano no exterior e depois voltar ao Brasil, mas essa experiência me levou a um lugar que nunca imaginei ser possível.

Então, antes de voltar para o Brasil, comecei a procurar universidades perto de Abbotsford e encontrei a UVic, Universidade de Victoria em Victoria. Victoria é a capital da Colúmbia Britânica e está localizada na ilha de Vancouver, e temos que pegar a balsa de Vancouver para chegar até lá. Decidi que queria estudar na UVic, então minha host sister Lexa e eu fomos a Victoria para visitar a Universidade e conversar com um orientador sobre eu estudar na lá. Voltei ao Brasil em janeiro de 2015 e fiquei lá até o final de agosto (as aulas na UVic começam em setembro).

O que posso dizer até agora desses dois anos em Abbotsford é que minha vida mudou completamente. Mudou porque tive que começar a ser mais responsável, mais independente e mais consciente de minhas ações. Eu não tinha meus pais lá para me resgatar ou me ajudar a fazer as coisas. Eu tive que começar a aprender como sobreviver por conta própria e como lidar com a sensação de sentir falta deles. Foi muito difícil no começo. Eu me senti sozinha tantas vezes e alguns dias eu pensava que não conseguiria mais ficar lá, mas ao mesmo tempo eu queria experimentar a vida no Canadá, conhecer novas pessoas e conhecer a cultura. Uma coisa que posso dizer é que essa experiência me tornou mais forte, muito mais independente e uma pessoa que vai atrás do que quer. Antes de vir para o Canadá, eu realmente não saia da minha zona de conforto, eu sempre estava com o mesmo grupo de pessoas, sempre na mesma rotina, e então o Canadá me fez uma pessoa diferente. Eu aprendi como sair da minha zona de conforto e conversar com as pessoas, usar o inglês que aprendi e experimentar coisas novas, como viver sem meus pais, ter que lavar minha própria roupa, ter que cozinhar para mim mesma, ter que limpar meu próprio quarto e pequenas coisas que você precisa fazer quando começa a viver por conta própria. É claro que eu tinha minha host family, mas é diferente quando você não mora mais com seus pais. Sua rotina muda; seus pontos de vista mudam; você se torna mais maduro.

Então fiquei no Brasil por cerca de 7 meses antes de iniciar a UVic. Enquanto eu estava no Brasil, meu pai e eu fizemos uma viagem à Europa, onde encontrei Marie novamente, em Stuttgart, Alemanha. Foi tão divertido vê-la novamente depois de um longo tempo desde que ela deixou o Canadá. Eu estava feliz por estar no Brasil com minha família e amigos e estava gostando de estar lá antes de ter que sair novamente.

Então chegou a hora. Agosto de 2015. Eu começaria a universidade em breve. Eu nem conseguia acreditar. Quando decidi estudar no ensino médio no Canadá, nunca passou pela minha cabeça que eu iria estudar em uma universidade no Canadá. Mas aqui estava eu. Pronta para deixar todos para trás novamente para alcançar o meu sonho. Desta vez foi mais difícil. Muito mais difícil que eu possa descrever em palavras. Honestamente, não deveria ter sido mais difícil do que quando fui pela primeira vez, mas foi. Acho que foi mais difícil porque passei esses sete meses com minha família e não queria deixá-los novamente. Dizer adeus é uma das coisas mais difíceis para mim. Lembro até hoje que quando embarquei naquele avião para São Paulo senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Eu estava realmente triste e assustada. E foi a primeira vez que me senti assim. Uma das razões foi porque eu iria morar sozinha, no campus da Universidade. Eu não tinha ninguém.

Quando cheguei no Canadá, minha amiga Paige e a mãe dela me buscaram e eu passei algum tempo com elas em Abbotsford e depois nos mudamos para Victoria (Paige também se mudou para Victoria para terminar o ensino médio lá, então pelo menos eu tinha ela). Quando me mudei para a minha nova moradia no campus, tudo era novo para mim. Havia muitos estudantes se mudando e eu me mudei com outras três garotas; uma da Índia (Sneh, que ainda hoje é minha grande amiga), uma da China e uma canadense. Eu era muito tímida no começo porque nunca tive que dividir um apartamento com ninguém ou mesmo morei em um apartamento, mas me acostumei. A parte mais difícil foram as aulas. Eu escolhi Economia para ser meu major na UVic. No meu primeiro semestre, fiz um curso de matemática que achei que ia ser de boa, já que eu amava matemática e era um curso do primeiro ano, então não deveria ser tão difícil (foi o que pensei, mas estava errada). Essa aula foi um pesadelo para mim. Foi a aula mais difícil que já fiz na minha vida. Comecei a sentir que eu não pertencia naquele lugar, como se eu não deveria estar na Universidade porque estava reprovando nessa aula. Havia mais de 200 alunos na minha sala de aula e isso me impressionou, porque eu não tinha ideia de que seria assim. Era como vemos nos filmes, aqueles grandes auditórios cheios de estudantes e seus computadores. Eu me senti como um alienígena.

Meu primeiro semestre na Uvic foi muito difícil, especialmente porque eu reprovei na minha aula de matemática e comecei a pensar que eu não pertencia ali e tudo que eu queria fazer era voltar para o Brasil. Comecei a me isolar de tudo e de todos. Paige estava morando em Victoria, mas eu nem queria vê-la ou sair com ela porque estava muito frustrada comigo mesma e com saudades de casa. Mas então no aniversário dela eu saí com ela e depois começamos a sair novamente. Ela era a única amiga que eu tinha lá. Também esqueci de mencionar que em setembro comecei a trabalhar no Tim Hortons, meu primeiro emprego! Foi uma experiência muito diferente, mas que nunca esquecerei. Nunca experimentei trabalhar na minha vida e essa foi uma experiência agradável. Conheci outras pessoas no trabalho e fiz novos amigos. Eu trabalhava durante os fins de semana e estudava durante a semana.

Meu segundo semestre na Uvic foi um pouco melhor. E então chegou o verão e eu decidi não fazer aulas, então estava trabalhando em período integral no Tim Hortons. Ai chegou o semestre de inverno, meu segundo ano na UVic. As aulas começaram a ficar um pouco mais desafiadoras e eu comecei a voltar a ficar triste e duvidar de mim mesma porque não estava indo bem em algumas das minhas aulas. Aquele semestre foi o mais difícil. Lembro que havia noites em que eu chorava até dormir porque sentia muita falta da minha família e sentia que eu não aguentaria mais e só queria voltar para eles.

Essas situações em que me encontrei foram as que me fizeram quem eu sou hoje. Isso me fez mais forte do que eu jamais pensei que poderia ser. Na época, pensei que aquela dor que estava sentindo duraria para sempre, porque não via uma saída. Mas com o tempo aprendi que nada dura para sempre. A dor não dura para sempre e um dia eu ia olhar para trás e ver o quanto cresci com isso.

Vir a Victoria foi outra experiência incrível. Victoria é completamente diferente de Abbotsford, porque é uma cidade turística. É pequena, mas tem seu charme. Victoria é tão bonita e tem uma paz. Existem muitos lugares para ir e apreciar a vista. No meu segundo ano aqui, tive que me mudar do campus para outro lugar. Em Victoria, é muito fácil encontrar um lugar para alugar, porque muitos estudantes vêm aqui para estudar na UVic. Então, encontrei um lugar para me mudar durante o verão e depois do verão tive que me mudar para outro lugar. Perdi a conta de quantos lugares me mudei. E essa foi outra experiência de aprendizado para mim. Eu tive que arrumar todas as minhas coisas e encontrar maneiras de movê-las para outro lugar e tive que pedir ajuda aos meus amigos.

Viver sozinha em Victoria me fez tão forte e madura. Eu aprendi a fazer tudo. Isso me fez ser quem sou hoje e sei que, se tivesse ficado no Brasil, não seria tão forte, independente e madura quanto sou hoje. Eu não poderia ter mais orgulho da mulher que me tornei. Sei que ainda tenho muito a aprender e crescer, mas também sei que essa jornada canadense em que iniciei em 2013 me transformou e me fez em quem sou hoje. Não me arrependo de ter vindo para o Canadá.

Em maio de 2019, pude comprar meu primeiro carro (quando voltei ao Brasil em 2018, tirei minha carteira de motorista)!!! Eu nunca pensei que seria dona de um carro. Fiquei tão feliz quando o comprei. Em junho de 2019, comecei a trabalhar no Empress hotel, que é um dos hotéis mais extravagantes de Victoria. Eu trabalho lá como turndown attendant e eu realmente gosto deste trabalho. Também fiz alguns amigos lá, o que é a melhor parte. E então 2020 chegou: o ano em que eu iria me formar na UVic. Meus pais iriam vir aqui em junho para a cerimônia, mas o mundo entrou em uma epidemia e tudo foi cancelado. Mas eu ainda me formei! Me formei em 13 de maio de 2020 em Bachelor of Science Major em Economia e Minor em Business. E esse foi o dia mais feliz da minha vida. Eu nunca pensei que iria me formar na universidade. Como mencionei anteriormente, os primeiros dois anos na UVic foram os mais difíceis da minha vida. Mas eu consegui e estou muito orgulhosa de mim mesma. Todas essas conquistas aconteceram porque me tornei uma pessoa muito positiva e batalhadora, que não desiste tão facilmente de algo que realmente quero.

Enquanto escrevo isso (7 de junho de 2020), o que posso dizer é: não me arrependo de ter vindo ao Canadá e ter vivido tudo o que vivi. Foi muito desafiador e assustador, mas todos esses sentimentos que senti, toda a dor que passei, todas as pessoas que conheci, todas as coisas que vi, tudo, fizeram de mim a pessoa que sou hoje e eu estou muito feliz e orgulhosa de mim mesmo. Essa “experiência canadense” mudou minha vida para melhor, e eu tenho que agradecer ao meu pai por esta incrível oportunidade que estou vivendo hoje e agradecer à minha mãe e a Dilce por estarem comigo (virtualmente) em todas as etapas do meu caminho.

Eu encorajo você a embarcar em uma experiência como esta, se puder. Você não vai se arrepender de nada. Se você está pensando em estudar no exterior, vá pelo menos por um ano. Um ano mudará sua vida completamente e você aprenderá coisas que nunca aprenderia se apenas ficasse na sua zona de conforto.

Explore o mundo e viva intensamente a vida agora, porque mais tarde pode ser tarde demais.

Lauren Hans

Bachelor of Science

UVIC University of Victoria B.C.

My Canadian Experience- 2012/2020

My Canadian Experience- 2012/2020

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It all started in 2012 when my dad and me had the idea of me going abroad to study for at least one year in a high school. Of course my first thought was: “I want to go to Canada”, because I am a huge Justin Bieber fan and he was born there. I really wanted to go abroad and have that amazing experience and my parents were okay with it. My dad really wanted me to have an experience like that, since he never got to. So we went to Porto Alegre to a fair where there were a lot of agencies offering those experiences and we found CI, an amazing agency that had many cities to choose from. So my dad and me were talking and we decided that a smaller city would be the best fit for me, and we also chose the warmer side of Canada, British Columbia! The city? Abbotsford! And from that day on I could not be more excited to travel abroad!

I have travelled abroad with my dad before but never alone! I was only 14, and I was scared but also very excited for the experience I was about to embark on. So, January 27, 2013 arrived and my whole family and some of my friends were there with me when I went to the airport. I was still trying to understand what was going on and what was going to happen with me when I boarded that plane. I wasn’t desperate at all because that situation wasn’t in my head yet. So I said goodbye to my family and I went through check in. In that moment where I couldn’t see my family anymore was the moment I realized I was all alone and I had to be able to survive. This might all sound scary but it was an unforgettable experience. I will tell you more about it.

Marie- Germany

So I arrived in Vancouver, BC and there was a van waiting for me to take me to my host family in Abbotsford. The actual host family I was going to live with still had a student with them, so I stayed one week with another family. Everything was completely different than what I was used to. First, the streets, the houses, the trees, literally everything was like I was in another planet. I was scared, very scared, but then I met my host family and they welcomed me with arms wide open and I felt okay. My host family was a mom and her 6-year-old son. They were so nice to me and made me feel at home from the moment I walked in their home. 

The weather was cold, very cold, but I liked it. So the first day of classes came and I was very nervous because I didn’t know what to expect. The high school that I was about to go to was completely different from what I was used to. It was like in the movies where we see the lockers and all those teenagers in the hallways and the lunchroom, everything was like in those Hollywood movies. I was not the only international student there. There were other Brazilian students and students from other countries as well. So I started to get more comfortable, but before I even left Brazil I told myself that I was going to make Canadian friends or friends from other countries because I didn’t want to speak Portuguese and I wanted to improve my English. So I didn’t really became friends with the other Brazilian students. After some days I moved in with my actual host family that I was going to spend the year with and they were the best host family I could have ever asked for. I was very lucky! Gary (father), Helen (mother), Petra (older sister) and Lexa (younger sister) were an amazing and fun family to be with and they made me feel so welcome and like I was part of the family already.

The school was about 10 minutes walk from the house and I used to walk to and from school everyday. The first days of school I was very lonely because I was very shy and I didn’t really talked to anyone. But then I met this girl, Marie, from Germany, and she became my best friend! I am so glad we connected; we used to hang out everyday and do everything together. We were both lonely when we arrived there because we didn’t know anyone until we found each other. Classes weren’t hard for me; I had a pretty good English background. I studied English in Brazil since I was 6 so I could understand almost everything but when it came to talking to people it was a little challenging. But in class I understood what the teachers were saying and with time I was getting better at listening and speaking. After about six months Marie had to go back home and I felt like I was alone again. But then I met Joanna and Paige, my two Canadian friends and they welcomed me with open arms. I used to think that Canadian teenagers didn’t want to be my friend because I didn’t speak their language but I was wrong. Paige is today my best friend and I am so glad we met each other in high school. I also met David, who became my best friend for life.

There were days where I would miss my family and friends so much that it hurt a lot. But I would constantly tell myself that this experience was going to change my life forever and that I would see them again soon. By the end of that one-year I was already used to the Canadian way of living and my English was way better than when I got there. But then my dad and me had the idea of me finishing high school in Canada (whaaaaat?). It never actually crossed my mind, but I was excited about it because none of my friends have done that and I would be the first one. I know that two years abroad is a long time, but during summer vacation I went back to Brazil for some months and then came back to finish high school. I finished grade 12 in January and then went back to Brazil. But, before going back I have decided that I wanted to start university in Canada. I know that it might sound crazy because in the beginning the plan was to stay one year abroad and then come back to Brazil, but this experience brought me to a place I never imagined possible.

So, before going to back to Brazil I started looking for universities around Abbotsford and I found UVic, University of Victoria in Victoria. Victoria is the capital of British Columbia and it is located in Vancouver Island, so we have to take the ferry from Vancouver to arrive there. I have decided that I wanted to go to UVic, so my host sister Lexa and me went to Victoria one day just to check the University out and talk to an advisor about me studying at UVic. I went back to Brazil in January 2015 and stayed there until the end of August (classes at UVic start in September). 

What I can say so far from these 2 years in Abbotsford is that my life did change completely. It changed because I had to start being more responsible, more independent, and more aware of my actions. I didn’t have my parents there to rescue me or help me to do things. I had to start learning how to survive on my own and how to deal with the feeling of missing them. It was very hard in the beginning. I felt alone so many times and some days I thought that I couldn’t stay there any longer but at the same time I wanted to experience life in Canada and meet new people and get to know the culture. One thing that I can say is that this experience had made me stronger, way more independent, and a person that goes after what she wants. Before coming to Canada I didn’t really get out of my comfort zone, I was always with the same group of people, always in the same routine, and then Canada made me a different person. I learned how to get out there and talk to people, use the English that I had learned and experience new things like living without my parents, having to do my own laundry, having to cook for myself, having to clean my own room and small things that you have to do when you start living on your own. Of course I had my host family, but it is different when you don’t live with your parents anymore. Your routine changes; you points of view change; you become more mature.  

So I stayed in Brazil for about 7 months before starting UVic. While I was in Brazil, my dad and me went for a trip to Europe where I met Marie again, in Stuttgart, Germany. It was so fun seeing her again after a long time since she left Canada. I was happy being in Brazil with my family and friends and I was just enjoying being there before I had to leave again. 

Then time came. August 2015. I was going to start University soon. I couldn’t even believe it. When I decided to study high school in Canada it never occurred to me that I was going to University in Canada. But here I was. Ready to leave everyone behind again to pursue my dream. This time it was harder. So much harder that I can’t even describe in words. Honestly it shouldn’t have been harder than when I went the first time, but it was. I think it was harder because I spent those 7 months with my family and I didn’t want to leave them again. Saying goodbye is one of the most difficult things for me. I remember, until today, that when I boarded that plane to São Paulo I felt the tears coming down my face. I was really sad and scared. And that was the first time I have ever felt like that. One of the reasons was because I was going to live alone, at the University campus. I had no one, no one at all. 

When I arrived in Canada, my friend Paige and her mom picked me up and I spent some time with them in Abbotsford and then we moved to Victoria (Paige also moved to Victoria to finish high school there, so at least I had her). When I moved into my new place in the campus it was all new to me. There were a lot of student moving in and I moved in with 3 other girls; one from India (Sneh, who is still my very good friend today), one from China and one Canadian. I was very shy at first because I never had to share an apartment with anyone or even lived in an apartment, but I got used to it. The hardest part was the classes. I chose Economics to be my major at UVic. In my first semester I had a math course which I thought was going to be okay since I loved math and it was a first year course so it shouldn’t be that hard (that was what I thought, but I was wrong). That class was a nightmare to me. It was the hardest class I have ever taken in my life. I started to feel like I didn’t belong there, like I shouldn’t be in University at all because I was failing that class. There were more than 200 students in my classroom and that blew my mind because I had no idea it would be like that. It was like we see in the movies, those big auditoriums filled with students and their computers. I felt like an alien.

My first semester at Uvic was very hard specially because I failed my math class and I thought I didn’t belong there at all and all I wanted to do was go back to Brazil. I started to isolate myself from everything and everyone. Paige was living in Victoria but I didn’t even feel like going to see her or hang out with her because I was so frustrated with myself and I was homesick. But then on her birthday I went out with her and then we started hanging out again. She was the only friend I had there. I also forgot to mention that in September I started working at Tim Hortons, my first job ever! It was a very different experience but one that I will never forget. I have never experienced working in my life and that was a nice experience. I met other people at work and made new friends. I used to work during the weekends and study during the week.

My second semester at Uvic was a little bit better. And then summer came and I decided not to take any classes so I was just working full time at Tim Hortons. Then came the winter semester, my second year at UVic. Classes started to get a little more challenging and I started to go back to being sad and doubt myself again because I wasn’t doing well in some of my classes. That semester was the hardest one. I remember that there were nights where I would cry myself to sleep because I missed my family so much and I felt like I couldn’t take it anymore and I just wanted to go back to them. 

Those situations that I found myself into were the ones that made me who I am today. That made me stronger than I ever thought I could be. At the time I thought that that pain I was feeling was going to last forever, because I couldn’t see a way out of it. But with time I learned that nothing lasts forever. Pain doesn’t last forever and one day I was going to look back at it and see how much I have grown from it.

Coming to Victoria was another amazing experience. Victoria is completely different from Abbotsford, because it a touristic city. It is small but it has its charm. Victoria is so beautiful and peaceful. There are so many places to go to and just enjoy the view. On my second year here I had to move from the campus to another place. In Victoria it is very easy to find a place to rent because there are many students that come here to go to UVic. So I found a place to move in for the summer, and then after summer I had to move somewhere else. I lost count of how many places I have moved to. And that was another learning experience for me. I had to pack all of my stuff and find ways to move it to another place and I had to ask for help from friends. 

Living on my own in Victoria made me so strong and mature. I learned how to do everything. It made me who I am today and I know that if I had stayed in Brazil I would not be as strong, independent and mature as I am today. I couldn’t be more proud of the woman I have become. I know that I still have a lot to learn and grow, but I also know that this Canadian journey that I embarked on in 2013 transformed and shaped me into whom I am today. I have no regrets of coming to Canada.

In May 2019 I was able to buy my first car (when I went back to Brazil in 2018 I got my driver’s license)!!! I never thought I would own a car. I was so happy when I got it. In June 2019 I started working at the Empress hotel, which is one of the fanciest hotel in Victoria. I work there as a turndown attendant and I really like it. I also made some friends there, which is the best part. And then 2020 came: the year that I was going to graduate UVic. My parents were going to come here in June for the ceremony, but the world entered an epidemic and everything got cancelled. But I still graduated! I graduated in May 13, 2020 as Bachelor of Science Majoring in Economics and Minoring in Business. And that was the happiest day of my life. I never thought I was going to graduate university. As I mentioned earlier, those first two years at UVic were the hardest of my life. But I made it and I am so proud of myself. All of these accomplishments happened because I became a very positive and hard working person that doesn’t give up so easily in something that I really want.

As I am writing this (June 7, 2020), what I can say is: I have no regrets of coming to Canada and experience every single thing I did. It was very challenging and scary but all of those feelings that I felt, all of the pain I went through, all of the people I have met, all of the things I have seen, everything, made me the person I am today and I am very happy and proud of myself. This “Canadian Experience” changed my life for the best, and I have to thank my dad for this amazing opportunity that I am living today and thank my mom and Dilce for being there for me (virtually) in every single step of the way.  

I encourage you to embark in an experience like this if you can. You will not regret anything at all. If you are thinking of studying abroad, go for at least one year. One year will change your life completely and you will learn things that you would never learn if you just stayed in your comfort zone.

——Explore the world and live life intensively right now because later might be too late.

Lauren Hans 

Bachelor of Science

 UVIC University of Victoria B.C.